
É
um
laboratório de mídias e residência artística
no interior do Amazonas. Um banco de dados coletivos (poéticos-etnográficos)
abrangendo a concepção de rede de informações,
corpo ampliado e intervenção artística. O Polígono
Móvel Flutuante como uma rede social, é um dos procedimentos
básicos da concepção, desenvolvimento e origem
da tese de doutoramento “Nett: Tecer e Dispor Desejo na Rede”,
criada pelo artista Roosivelt Pinheiro para o Programa de Pós-Graduação
em Artes Visuais- EBA/UFRJ, sob a orientação do Profº
Dr. Paulo Venâncio Filho.
Esta página é resultado dos trabalhos de instalação,
capacitação, pesquisa e atualização da
ação coletiva (montagem do laboratório e de residência
artística) na comunidade ribeirinha “São Sebastião
do Paraná do Corocoró”, distrito da cidade de
Nhamundá no estado do Amazonas, patrocinado pelo Edital Conexão
Artes Visuais, parceria entre a Petrobrás, a FUNARTE e o Ministério
da Cultura.
A comunidade Paraná do São Sebastião do Corocoró,
situa-se à margem esquerda do Rio amazonas, na fronteira dos
estados do Amazonas e Pará no Polo do Baixo Amazonas no Norte
do Brasil, numa região de floresta de várzea. Chega-se
ao local somente por transporte fluvial, barco a motor ou canoa. População
ainda não identificável, mas supõe-se, aproximadamente,
130 famílias.
As atividades tiveram início com a primeira locomoção
- conexão - não somente como locomoção
física, mas de natureza humana - do proponente Roosivelt Pinheiro.
A primeira de muitas realizadas no decorrer do evento. Rio/Manaus
de avião. Manaus/Parintins em embarcações de
linha regional, Parintins/Corocoró no barco fretado “Anjo
do Rio” que tem capacidade para 15 tripulantes dormindo em redes
de deitar. Esta foi a rota escolhida, dentre outras, para chegar ao
paraná (braço de rio caudaloso separado deste por uma
ilha) ou, ao paraíso, na opinião dos convidados da cidade.
O trajeto escolhido envolveu duas capitais de Estado (Rio de Janeiro,
RJ e Manaus, AM), duas cidade às margens do rio Amazonas (Parintins,
AM e Juruti, PA) e comunidades ao longo da fronteira do estado do
Amazonas e Pará. Configurando a formação de uma
rede de transporte e de culturas. Apesar das dificuldades que se apresentaram
de ordem natural e da dependência humana de um ambiente equilibrado
para sobreviver, a realização do projeto se deu de forma
satisfatória, baseado na experiência de cada componente
e a comunidade.
A equipe do projeto era composta pelo proponente Roosivelt Pinheiro,
artista nascido na comunidade, pela produtora executiva, a historiadora
Ana Bonjour, pelos oficineiros: os artistas do Rio de Janeiro Alexandre
Vogler, Jarbas Lopes, Romano e Ronald Duarte; a artista de Parintins
Elenice Mourão; o cineastra
Paulo Tiefenthaler; a
advogada carioca Mariana Trotta, a assistente social capixaba Carolina
de Cássia Ribeiro de Abreu e o médico Nathan Kamliot
de Belo Horizonte e os corocoroenses, a pedagoga Rosiane Pinheiro
e gestor em gastronomia regional Rômulo Sampaio. Pelos voluntários
(os quais participaram com seus recursos próprios): a buffeteira
Sueli Duarte e a estudante de arte do estado do Arizona, UEA, a búlgara
Katerina Dimitrov.

